Documentário narra a história de vida e luta de mulheres pretas de Franca

08 - 03 - 2021- Franca

Franca Franca
Em abril estreia o Firma, documentário que conta as histórias e percepções únicas de oito mulheres pretas com uma coisa em comum: a cidade de Franca. O projeto tem o objetivo de contar a trajetória de cada uma, retratando as dificuldades e conquistas que de alguma forma colaboraram para a identidade da terra do calçado. 
 
A produção tomou forma a partir de recursos captados pela Lei Aldir Blanc, pago no fim do ano passado para artistas da cidade. Com a verba inicial garantida, Eliara Alvez, produtora do projeto, procurou outras formas de arrecadação para que o audiovisual saísse do papel. E saiu. 
 
Com patrocínio e doações, nas últimas semanas começaram as gravações do Firma. O nome do documentário reflete uma expressão regional e aderida por muitos francanos para se referir às empresas da cidade. “Chegamos nesse nome porque em Franca as empresas são chamadas de 'firma'. Entendemos que nós, mulheres pretas, somos a firma dessa sociedade. Somos a base que sustenta toda essa estrutura social”, disse Eliara. 
 
As cenas foram capturadas em ao menos oito cenários que identificam oito mulheres pretas que têm relação direta com Franca, a maioria em bairros periféricos. Para as câmeras, essas mulheres contam como suas narrativas: como driblaram o preconceito, lutaram por seus espaços, criaram seus filhos e cresceram profissionalmente. 
 
“São histórias muito reais e potentes, carregadas de emoção, verdade e resistência. São mulheres pretas que têm importância para a cidade de Franca, que são mães, avós, estudantes, sapateiras. É um documentário para afirmar a existência de cada uma”, falou a produtora.
 
Eveline Souza é uma das mulheres que protagonizam a história. “Me sinto feliz e grata por poder compartilhar com a comunidade de Franca parte da minha história a partir da minha chegada na cidade. Esse documentário valoriza nossa contribuição social, nossas histórias tornam-se conhecidas, nos tornamos exemplos de resistência, potencializamos nossa identidade e honramos nossa ancestralidade”, disse Eveline.
 
O documentário está em fase final e foi produzido apenas por mulheres, a maioria pretas. Durante as gravações, toda a equipe foi testada e foram mantidos os cuidados e a prevenção contra a covid-19.  A exibição está prevista para acontecer no Youtube.

Fonte - GCN
Fonte de imagem - GCN